Novembro de 2019 ficou em 2⁰ lugar no ranking dos novembros mais quentes da história, e o período janeiro-novembro de 2019 foi o segundo período equivalente mais quente da história, só ultrapassado pelo mesmo período de 2016, quanto tivemos um forte El-Niño. Estes são os dois principais destaques do relatório State of the Climate referente a novembro de 2019, recém lançado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos EUA. O relatório inclui um mapa-mundi dos eventos climáticos mais significativos ocorridos em novembro de 2019 e pode ser encontrado neste link.
A frase foi dita por um negociador sênior ao final da COP25 e colhida por Jean Chemnick em um artigo da E&E publicado na Scientific American. Chemnick coloca parte da culpa no fracasso da COP nas costas da presidência chilena. Segundo Jennifer Morgan, do Greenpeace, “a presidência chilena tinha um trabalho: proteger a integridade do Acordo de Paris e não permitir que ele fosse dilacerado pelo cinismo e pela ganância.” Não funcionou.Bill Hare, do Climate Analytics, acha que a saída dos EUA do Acordo deu aos chineses a desculpa para não protagonizar, como muitos esperavam: “Uma das grandes forças políticas aqui é a preocupação da China quanto aos EUA não estarem no jogo", disse ele, "Do ponto de vista do governo chinês, se os EUA não vão aumentar a ambição, por que eles deveriam fazê-lo?”
O
INPE divulgou os números do sistema DETER para o Cerrado. Em comparação
com o ano passado, a área desmatada cresceu um pouco menos: o Cerrado
perdeu 6.483 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019. No período anterior, houve desmatamento em 6.657km². O destaque negativo deste ano foi a destruição ocorrida nas Unidades de Conservação, onde foi registrado um aumento de 15%.
Metade
do bioma já deixou de ter vegetação nativa e virou pasto, lavoura e
cidade. Para Edegar de Oliveira, do WWF-Brasil, o Cerrado é responsável
pela produção de 40% da água no Brasil: "Ele é importante para o
Pantanal, para hidrelétricas e para o abastecimento urbano". O
desmatamento do Cerrado, segundo Oliveira, está associado à produção de
carne e soja e envolve as grandes empresas do setor. "Continuarmos
devastando esse bioma não faz nenhum sentido, tanto do ponto de vista
ambiental quanto para a produção agrícola, que sofrerá conforme a
mudança climática regional afetar o ciclo das safras", diz.
referências:
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